Aos 82 anos, chega a notícia sobre ex-treinador Carlos Alberto Parreira em meio à luta contra o câncer

O estado de saúde de Carlos Alberto Parreira, aos 82 anos, voltou a chamar a atenção nos últimos dias e gerou uma onda de mensagens de apoio vindas de diferentes cantos do país. Para quem acompanhou o futebol brasileiro por décadas, o nome de Parreira não é apenas mais um na lista de treinadores: ele representa uma era, um estilo de pensar o jogo e, acima de tudo, um capítulo marcante da história esportiva nacional.
De acordo com informações divulgadas pelo jornal Goiás 24 Horas, o ex-treinador precisou ser internado recentemente para um acompanhamento médico mais cuidadoso. A notícia ganhou repercussão rápida nas redes sociais e nos programas esportivos, especialmente porque envolve a retomada de sessões de quimioterapia. Mesmo sem detalhes clínicos aprofundados, o simples fato de Parreira estar novamente sob cuidados hospitalares foi suficiente para reacender a preocupação entre amigos, familiares e admiradores.
Vale lembrar que, em 2023, Parreira recebeu o diagnóstico de linfoma de Hodgkin, um tipo de câncer que afeta o sistema linfático. O tratamento foi longo e exigiu disciplina, algo que sempre marcou sua trajetória dentro e fora do futebol. Em maio de 2025, a confirmação médica de que a doença estava curada trouxe alívio não apenas para quem convive com ele, mas também para torcedores que cresceram vendo o treinador à beira do campo, seja de terno ou com o inseparável olhar atento ao jogo.
Agora, essa nova fase de acompanhamento clínico traz um clima de cautela. Pessoas próximas têm adotado um tom mais reservado, evitando especulações, enquanto o meio esportivo demonstra respeito e solidariedade. Em tempos em que notícias circulam rápido demais, o silêncio cuidadoso também acaba sendo uma forma de proteção.
Parreira está oficialmente aposentado desde 2014, quando encerrou sua passagem como coordenador técnico da Seleção Brasileira. Desde então, suas aparições públicas se tornaram mais raras, mas sua influência nunca diminuiu. Basta observar como seu nome ainda surge em debates sobre esquemas táticos, gestão de grupo e planejamento a longo prazo, temas que continuam atuais no futebol moderno.
A carreira de Carlos Alberto Parreira é, por si só, um retrato de longevidade e adaptação. Antes mesmo de ganhar notoriedade no Brasil, ele construiu uma trajetória internacional respeitável, começando no fim da década de 1960, quando integrou a comissão técnica da seleção de Gana. Aquela experiência fora do eixo tradicional ajudou a moldar o treinador que mais tarde se destacaria pela visão estratégica e pela leitura detalhada do jogo.
No futebol brasileiro, Parreira acumulou passagens por clubes de peso. O Fluminense, onde esteve em quatro momentos diferentes, sempre teve uma relação especial com o treinador. Além disso, comandou equipes como São Paulo, Corinthians, Internacional, Santos e Atlético-MG, deixando sua marca em contextos distintos e gerações variadas de atletas.
Mas é impossível falar de Parreira sem mencionar a Copa do Mundo de 1994. Ao lado de Zagallo, ele conduziu a Seleção Brasileira ao tetracampeonato, em uma campanha marcada pela solidez defensiva e pelo equilíbrio tático. Pode até ter dividido opiniões na época, mas o resultado final o colocou definitivamente no panteão dos grandes nomes do futebol nacional.
Hoje, diante das notícias sobre sua saúde, o sentimento predominante é de respeito e gratidão. Independentemente do que venha pela frente, Carlos Alberto Parreira já deixou um legado que ultrapassa títulos e números. Ele ajudou a contar a história do futebol brasileiro, e isso ninguém tira.



