Ciclone avança com ventos de até 100 km/h, gerando alerta máximo

Um ciclone extratropical avança pela Região Sul do Brasil neste fim de semana, trazendo ventos intensos de até 100 km/h e chuvas volumosas que colocam em alerta os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. O fenômeno, o primeiro do tipo em 2026, formou-se entre o Uruguai e o território gaúcho, intensificando as condições meteorológicas adversas e exigindo atenção redobrada das autoridades e da população local.
A formação do ciclone ocorreu entre sábado e domingo, impulsionada por uma área de baixa pressão que ganhou força sobre o oceano Atlântico. Meteorologistas explicam que esse tipo de sistema é comum na região durante o verão, mas a intensidade atual supera as expectativas iniciais, com rajadas de vento que podem derrubar árvores e estruturas leves, além de provocar ondas altas no litoral.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas de perigo máximo para partes do Rio Grande do Sul, onde o risco de tempestades severas é mais elevado, enquanto Santa Catarina e Paraná receberam avisos de nível laranja, indicando chuvas intensas e possibilidade de granizo. Essas notificações visam preparar as comunidades para eventos como alagamentos, deslizamentos de terra e interrupções no fornecimento de energia elétrica.
As previsões indicam acumulados de chuva que podem variar de 50 a 100 milímetros em um único dia, acompanhados de trovoadas e raios frequentes. Em áreas mais afetadas, como o litoral sul e as serras gaúchas, as condições devem persistir até o início da próxima semana, com o pico de instabilidade esperado para este domingo, dia 11 de janeiro.
Os impactos potenciais incluem danos a plantações agrícolas, especialmente em regiões produtoras de soja e arroz no Rio Grande do Sul, além de riscos para o tráfego rodoviário e aéreo devido à visibilidade reduzida e aos ventos fortes. Autoridades locais já mobilizaram equipes de defesa civil para monitorar rios e encostas, prevenindo tragédias em áreas vulneráveis a enchentes.
Recomendações incluem evitar deslocamentos desnecessários durante os picos de temporal, reforçar telhados e janelas em residências, e desconectar aparelhos elétricos para minimizar riscos de incêndios causados por descargas atmosféricas. Moradores em zonas de risco são orientados a acompanhar atualizações oficiais e acionar serviços de emergência em caso de necessidade.
Com o avanço do ciclone rumo ao oceano, espera-se uma gradual melhoria das condições a partir de segunda-feira, embora pancadas isoladas possam persistir em Santa Catarina e Paraná. Esse evento serve como lembrete da variabilidade climática no Sul brasileiro, destacando a importância de sistemas de alerta precoce para mitigar danos e proteger vidas.



