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Três meses antes de morrer, Isabel Veloso escreveu uma carta comovente para o filho

A notícia da morte precoce de Isabel Veloso, aos 19 anos, atravessou o país de um jeito silencioso, quase respeitoso. Não houve apenas comoção; houve pausa. A jovem influenciadora, que ficou conhecida por compartilhar sua rotina e, principalmente, sua luta contra o câncer, deixou mais do que seguidores entristecidos. Deixou um sentimento difícil de explicar, daqueles que apertam o peito mesmo em quem nunca a conheceu pessoalmente.

Isabel não falava apenas sobre a doença. Falava sobre fé, sobre dias bons e ruins, sobre medo e esperança, tudo com uma naturalidade que aproximava. Em um cenário digital muitas vezes marcado por filtros e exageros, ela escolheu a sinceridade. Talvez por isso tenha tocado tanta gente. Ela mostrava a realidade como era, sem perder a doçura.

Mas havia algo que sempre aparecia em suas falas e publicações: Arthur, seu filho de apenas um ano. Era impossível não perceber que ele era o centro de tudo. Mesmo nos momentos mais delicados, Isabel fazia questão de lembrar que era mãe antes de qualquer outra coisa. E foi justamente esse amor que se transformou em uma das mensagens mais emocionantes deixadas por ela.

Três meses antes de partir, durante uma internação em outubro, Isabel publicou uma carta escrita para o pequeno Arthur. Um texto simples, direto, mas carregado de sentimento. “Oi, meu amor. A mamãe não está com você agora, e eu sei que você sente. Sei que meu colo faz falta”, escreveu. Não era um desabafo para o público, mas um diálogo íntimo, quase um sussurro de mãe para filho.

Ao longo da mensagem, Isabel tentou, à sua maneira, acalmar o coração do menino. Disse que, mesmo longe, continuava presente em tudo. “Estou aqui, dentro de tudo. No seu travesseiro, no brinquedo que você gosta, no som que a casa faz quando você acorda.” É o tipo de frase que ganha outro peso quando relida hoje, depois de tudo.

Naquele momento, ela ainda falava em voltar. “Vai demorar um pouquinho, mas eu volto. Com o mesmo coração, com o mesmo cheiro, com o mesmo amor.” Havia esperança, havia fé. E havia também a coragem de quem escolheu amar intensamente, mesmo sem garantias.

A parte final da carta talvez seja a mais marcante. Isabel deixou um recado que hoje soa como consolo para Arthur e para quem acompanhou sua trajetória: “Se alguém estiver lendo isso pra você, saiba: a mamãe está ouvindo também, de onde estiver. O que ela mais quer é te dizer: você nunca esteve sozinho”.

Isabel se despediu com serenidade, sem alarde, sem revolta pública. Seu legado não está apenas nos vídeos ou nas palavras que publicou, mas na forma como viveu até o fim: com fé, coragem e amor. Ela nos lembra que o amor de mãe não conhece limites de tempo, nem de presença. Ele simplesmente permanece.

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