Rogério acerta colhões de Ferette e o faz urrar em Três Graças

O capítulo especial de Três Graças promete esclarecer um dos maiores mistérios da novela ao mergulhar em um longo flashback ambientado cinco anos antes dos acontecimentos atuais. A trama revelará em detalhes como Rogério foi dado como morto e quais circunstâncias o levaram a desaparecer por tanto tempo, enganando aliados e inimigos enquanto seu destino era manipulado de forma cruel.
Encurralado por Ferette, Rogério surge em uma situação de absoluto desespero. Mantido preso, dopado e amordaçado, ele é levado para alto-mar dentro de uma lancha, onde o vilão revela com frieza que tudo está planejado para forçá-lo a simular o próprio suicídio. A confiança de Ferette contrasta com o pânico crescente de sua vítima.
O jogo psicológico se intensifica quando Ferette exibe no celular um vídeo de Raul, o filho de Rogério, aparentemente ferido e coberto por algo que simula sangue. A imagem é suficiente para quebrar qualquer resistência. Rogério entra em choque, grita pelo filho e exige explicações, tomado por um medo que ultrapassa qualquer limite racional.
Ferette deixa claro que o sofrimento do garoto só terminará se Rogério obedecer sem questionar. Ele sugere que, até aquele momento, Raul sofreu apenas “carinhos”, mas insinua consequências muito piores caso suas ordens não sejam cumpridas. A chantagem atinge o ponto máximo, tornando-se uma arma implacável contra um pai desesperado.
Dominado pela revolta e pelo instinto, Rogério reage de forma inesperada. Em um impulso, acerta uma joelhada violenta nas partes íntimas de Ferette, que se dobra de dor e solta um grito lancinante. Mesmo assim, a agressão não muda o rumo da situação, enquanto Macedo apenas observa, sem interferir no conflito.
Mesmo contorcido, Ferette reafirma o controle absoluto sobre o destino de Rogério. Ele impõe a condição final: uma carta de suicídio escrita de próprio punho. Só assim Raul seria libertado. Diante da ameaça renovada e de novas imagens do filho em pânico, Rogério percebe que não existe saída possível.
O personagem então assume uma postura de sacrifício. Ele recorda a promessa feita ao filho de nunca permitir que ele sofresse e declara que está disposto a morrer para manter essa palavra. A decisão, carregada de dor e resignação, marca o momento em que Rogério aceita pagar o preço mais alto pelo amor paternal.
O flashback revela, porém, uma verdade desconhecida pelo público até então. Raul jamais esteve em perigo real. As cenas mostram o menino participando de uma brincadeira com outros garotos, usando armas que esguicham tinta vermelha, tudo cuidadosamente encenado sob a supervisão de Edilberto, que registra as imagens para Ferette.
A farsa foi essencial para manipular Rogério e garantir que ele seguisse o plano sem resistência. Convencido de que o filho estava ameaçado, ele escreve a carta exigida e assume o comando da lancha, seguindo para o destino que todos acreditariam ser fatal, selando oficialmente sua morte diante do mundo.
As lembranças se encerram com a explosão da lancha em alto-mar, evento que marcou o desaparecimento de Rogério por cinco anos. A revelação reorganiza toda a narrativa da novela, explicando as motivações do personagem e reforçando o peso emocional de sua volta, agora compreendida como resultado de um sacrifício extremo.



