Coreia do Norte reage à prisão de Maduro e pede ‘restauração da democracia’

O cenário político internacional ganhou novos contornos neste sábado após a prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro. Entre as reações que chamaram atenção está a da Coreia do Norte, que afirmou acompanhar “de perto” os acontecimentos na Venezuela. A declaração, divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores norte-coreano, trouxe um tom incomum para um país conhecido por sua postura reservada em crises externas.
Segundo a nota oficial, o governo de Kim Jong-Un espera que a democracia seja restaurada na Venezuela e que a vontade do povo venezuelano seja respeitada. O comunicado também destaca a importância do diálogo como caminho para estabilizar a situação o mais rápido possível. Em um trecho que repercutiu entre analistas, a Coreia do Norte pediu que todas as partes envolvidas se esforcem para aliviar as tensões na região, evitando novos conflitos e agravamentos do quadro político.
Outro ponto citado pelo governo norte-coreano foi a segurança de seus cidadãos que vivem na Venezuela. A chancelaria afirmou que está tomando medidas para garantir que coreanos residentes no país estejam protegidos, o que reforça a preocupação com possíveis desdobramentos após a prisão de Maduro. A fala foi interpretada como um sinal de cautela diante de um cenário ainda incerto.
Enquanto isso, na Venezuela, as primeiras horas de sábado foram marcadas por momentos de forte tensão. Relatos de jornalistas em Caracas indicaram que detonações foram ouvidas na capital e em outros três estados do país. Também houve registro de aviões sobrevoando áreas estratégicas, o que aumentou a apreensão da população. Apesar do susto, autoridades norte-americanas afirmaram que poucas pessoas ficaram feridas e que não houve mortes durante a operação.
De acordo com informações divulgadas pelos Estados Unidos, Nicolás Maduro e a esposa foram detidos em questão de segundos, sem tempo para qualquer reação. O presidente norte-americano, Donald Trump, comentou o episódio em entrevista ao canal Fox News, dizendo que acompanhou a operação diretamente de sua mansão em Mar-a-Lago, na Flórida. Em tom informal, ele comparou o momento a assistir a um programa de televisão, declaração que rapidamente se espalhou pelas redes sociais.
Trump afirmou ainda que Maduro tentou chegar a um local seguro, mas não conseguiu. Segundo ele, o presidente venezuelano “chegou à porta, mas não conseguiu fechá-la”. Apesar da retórica dura, o líder norte-americano reforçou que a operação teve como prioridade evitar vítimas e que os ferimentos registrados entre integrantes das forças envolvidas foram leves.
Em um anúncio que surpreendeu aliados e críticos, Trump declarou que os Estados Unidos vão governar a Venezuela temporariamente após a captura de Maduro. Segundo o republicano, tropas norte-americanas permanecerão no país até que um novo governo seja constituído. Ele não deu detalhes sobre como será essa administração, mas afirmou que um grupo já está sendo designado para conduzir a transição.
O presidente dos EUA também descartou apoiar a líder da oposição e vencedora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, como futura presidente. Para Trump, ela não teria apoio suficiente dentro do país. Do lado venezuelano, a vice-presidente Delcy Rodríguez afirmou que Maduro continua sendo o único presidente legítimo e pediu calma e “paciência estratégica” à população.
Pouco antes de falar à imprensa, Trump publicou uma foto de Maduro após a prisão, na qual ele aparece dentro de um navio norte-americano. A imagem veio após pedidos de prova de vida feitos por autoridades venezuelanas. Em meio a declarações, notas oficiais e reações internacionais, o mundo acompanha atento os próximos capítulos de uma crise que ainda promete muitos desdobramentos.



