Luzes apagadas e tropa de elite dos EUA: entenda como foi a captura de Maduro

Durante um pronunciamento feito neste sábado (3), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descreveu com detalhes a noite em que Nicolás Maduro teria sido capturado em Caracas. As declarações, dadas a jornalistas e em entrevista à Fox News, rapidamente ganharam repercussão internacional e colocaram a Venezuela no centro das atenções mais uma vez.
Segundo Trump, a operação ocorreu durante a madrugada e contou com um forte componente estratégico. Ele sugeriu que a capital venezuelana ficou sem energia elétrica em determinado momento da ação, sem explicar exatamente como isso aconteceu. “As luzes foram apagadas”, disse, em tom enfático, afirmando que os Estados Unidos possuem “certas capacidades” que teriam sido decisivas. A descrição chamou atenção não apenas pelo conteúdo, mas pela forma direta com que foi apresentada.
Ainda de acordo com o presidente norte-americano, todas as capacidades militares da Venezuela teriam sido neutralizadas no momento da abordagem. Trump afirmou que homens e mulheres das forças armadas dos EUA atuaram em conjunto com forças de segurança americanas para capturar Maduro durante a noite. A ação, segundo ele, foi rápida e precisa, sem espaço para reação.
Mais cedo, Trump havia comentado que acompanhou tudo em tempo real. Falando à Fox News, contou que estava em Mar-a-Lago, na Flórida, em uma sala reservada, cercado por integrantes do alto escalão militar, incluindo generais. “Eu assisti literalmente como se estivesse vendo um programa de TV”, afirmou. Para ele, a velocidade da operação foi um dos pontos mais impressionantes.
O presidente relatou que a detenção de Maduro e de sua esposa ocorreu em questão de segundos. Segundo Trump, o casal estava em um local altamente protegido, descrito como uma residência com estrutura de fortaleza, portas reforçadas e áreas de segurança. Mesmo assim, a ação teria sido concluída rapidamente, após dias de ensaios e planejamento.
Trump também revelou que a operação estava prevista para acontecer dias antes, mas foi adiada por causa das condições climáticas. De acordo com ele, os militares aguardaram um momento em que o céu estivesse menos nublado, o que facilitaria a movimentação aérea. Um grande número de helicópteros e aeronaves militares teria sido mobilizado, algo que ele comparou a operações anteriores dos Estados Unidos, como ataques a instalações estratégicas no Irã em junho de 2025.
Apesar da tensão envolvida, Trump afirmou que poucas pessoas ficaram feridas e que nenhuma morte foi registrada. Ele disse que alguns integrantes das forças americanas sofreram ferimentos leves, mas reforçou que o objetivo era concluir a missão com o menor impacto humano possível. Mais detalhes, segundo ele, devem ser apresentados em uma coletiva de imprensa ao longo do dia.
Enquanto isso, o paradeiro exato de Maduro e de sua esposa não foi divulgado oficialmente. O governo dos EUA informou apenas que o casal estaria em um navio a caminho de Nova York. Na Venezuela, a vice-presidente Delcy Rodríguez pediu uma prova de vida, demonstrando preocupação e cobrando esclarecimentos públicos.
Pouco antes de falar com a imprensa, Trump publicou uma foto de Nicolás Maduro que, segundo ele, teria sido tirada após a prisão. Na imagem, o líder venezuelano aparece usando óculos e abafadores de ruído, segurando uma garrafa, já a bordo do navio USS Iwo Jima. A foto, assim como as declarações, continua gerando debates, dúvidas e reações em diferentes partes do mundo.



