Bolsonaro é levado de volta ao centro cirúrgico por crise de soluços

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) volta a ser assunto no noticiário nacional por motivos de saúde. Internado desde a véspera do Natal no hospital DF Star, em Brasília, ele será submetido nesta terça-feira (30/12) a mais um procedimento médico, desta vez para tentar controlar um quadro persistente de soluços que vem se repetindo nos últimos dias.
A informação foi compartilhada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro em suas redes sociais. Segundo ela, os médicos optaram por realizar um reforço no bloqueio do nervo frênico, técnica que já havia sido aplicada anteriormente, mas que não apresentou o efeito esperado de forma duradoura. A decisão veio após uma nova crise registrada na manhã desta terça-feira, por volta das 10h, que, conforme relatado, não cessou espontaneamente.
Desde o início da internação, Bolsonaro já passou por três intervenções. No dia 25 de dezembro, ele foi submetido a uma cirurgia para tratar uma hérnia inguinal bilateral, procedimento considerado delicado, mas necessário. Dias depois, diante do surgimento dos soluços, a equipe médica realizou o bloqueio do nervo frênico do lado direito. Como os sintomas persistiram, um novo bloqueio foi feito do lado esquerdo na tarde de segunda-feira (29).
Mesmo com essas tentativas, o incômodo voltou. Por isso, os médicos decidiram repetir o procedimento, reforçando a aplicação para tentar estabilizar o quadro. O bloqueio do nervo frênico é uma técnica de radiointervenção que utiliza anestesia local. De forma simplificada, o método busca interromper temporariamente os sinais nervosos que estimulam o diafragma, principal músculo envolvido no ato da respiração e, consequentemente, nos soluços.
De acordo com especialistas, o efeito do anestésico costuma durar entre 12 e 18 horas. Por esse motivo, após a intervenção, o paciente permanece internado para observação, permitindo que a equipe acompanhe a resposta do organismo e avalie a necessidade de novos ajustes. No caso do ex-presidente, a expectativa é de que ele siga sob cuidados médicos até os primeiros dias de janeiro.
O episódio chama atenção não apenas pela figura pública envolvida, mas também por tratar de um problema que, à primeira vista, parece simples. Soluços prolongados, porém, podem estar associados a alterações neurológicas, irritações nervosas ou reflexos do próprio pós-operatório, especialmente após cirurgias na região abdominal.
Antes da internação hospitalar, Jair Bolsonaro estava sob custódia na Superintendência da Polícia Federal, também em Brasília. Com a necessidade do tratamento médico, ele foi transferido para o hospital, onde permanece desde então. A previsão é de que, após a recuperação completa da cirurgia e a estabilização do quadro clínico, ele retorne à PF para dar continuidade às determinações judiciais.
Nas redes sociais, apoiadores acompanham as atualizações com atenção, enquanto críticos também comentam o caso, o que reforça como a saúde do ex-presidente segue sendo tema de interesse público. Por ora, a orientação médica é de cautela, repouso e acompanhamento constante. A equipe responsável evita previsões definitivas e aguarda a resposta ao novo procedimento para definir os próximos passos.



