Morre querida atriz na noite de Natal; fãs e amigos estão desolados com a perda

A morte da atriz Teuda Bara, confirmada nesta quarta-feira (25), dia de Natal, provocou forte comoção no meio artístico e cultural brasileiro. Aos 84 anos, a artista estava internada no Hospital Madre Teresa, em Belo Horizonte, desde o dia 14 de dezembro, após passar mal em casa e sofrer uma fratura na perna. Reconhecida como um dos nomes mais importantes do teatro nacional, Teuda deixa um legado que atravessa décadas e marcou profundamente gerações de espectadores e profissionais das artes cênicas.
De acordo com informações confirmadas por pessoas próximas, a causa da morte foi septicemia acompanhada de falência múltipla dos órgãos. Teuda completaria 85 anos no próximo dia 1º de janeiro. Mesmo com a idade avançada, ela mantinha uma rotina ativa e seguia em plena atividade artística, demonstrando vitalidade, disciplina e amor pelo palco até poucos dias antes da internação, o que tornou a notícia ainda mais impactante para o público e para a classe artística.
Pouco antes de ser hospitalizada, Teuda Bara protagonizou um momento especial de sua trajetória. No dia 13 de dezembro, ela subiu ao palco do Teatro de Bolso do Sesc Palladium para apresentar o espetáculo Doida, em uma sessão comemorativa pelos dez anos da peça. A apresentação teve significado ainda mais simbólico por contar com a participação de seu filho caçula, Admar Fernandes, dividindo a cena com a mãe. Uma nova sessão estava programada para o dia seguinte, mas precisou ser cancelada após a atriz passar mal.
O falecimento foi comunicado oficialmente pelo Grupo Galpão, companhia teatral fundada em 1982, da qual Teuda foi uma das idealizadoras e se tornou um dos maiores símbolos. Em nota divulgada nas redes sociais, o grupo lamentou profundamente a perda e ressaltou a importância da artista para o teatro brasileiro. O comunicado descreveu a despedida como uma “perda imensurável”, destacando a contribuição artística, humana e afetiva de Teuda ao longo de mais de quatro décadas de história da companhia.
Com uma carreira marcada pela versatilidade, Teuda Bara participou de 21 dos 26 espetáculos encenados pelo Grupo Galpão, transitando com naturalidade entre diferentes linguagens e estilos. Seu trabalho percorreu a comédia, o teatro popular, o circo, o clássico e o contemporâneo, sempre com forte presença cênica e sensibilidade. Um de seus papéis mais emblemáticos foi o da ama em Romeu e Julieta, montagem que se tornou referência nacional e projetou o grupo para além das fronteiras de Minas Gerais.
Além dos palcos, Teuda era reconhecida por sua generosidade artística e pela capacidade de inspirar jovens atores. Colegas e admiradores frequentemente destacavam sua entrega ao ofício, sua postura ética e sua disposição para experimentar e se reinventar. Mesmo após décadas de carreira, mantinha o entusiasmo e a curiosidade de quem acreditava no teatro como ferramenta de transformação cultural e social.
O velório da atriz será realizado nesta sexta-feira (26), a partir das 10h, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, espaço simbólico para a cultura mineira. A despedida deve reunir familiares, amigos, artistas e admiradores que acompanharam sua trajetória. Teuda Bara se despede dos palcos, mas permanece viva na memória do teatro brasileiro, deixando uma obra sólida, inspiradora e eternamente ligada à história das artes cênicas no país.



