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Batedores da PM chegam à PF onde Bolsonaro cumpre prisão

O ex-presidente da República Jair Bolsonaro voltou a ser assunto neste domingo, 14 de setembro de 2025, ao deixar o Hospital DF Star, em Brasília, após passar a manhã em observação médica. A informação inicial divulgada por sua equipe era de que ele havia ido à unidade apenas para a retirada de lesões na pele. No entanto, um boletim médico divulgado mais tarde trouxe novos detalhes sobre o estado de saúde do ex-mandatário.

Além do procedimento dermatológico, os exames laboratoriais apontaram um quadro de anemia por deficiência de ferro. Por esse motivo, Bolsonaro recebeu reposição de ferro por via endovenosa. Mesmo com a alta hospitalar concedida no mesmo dia, os médicos recomendaram a continuidade de tratamentos já em andamento, incluindo controle da hipertensão arterial, cuidados com o refluxo gastroesofágico e medidas preventivas para evitar episódios de broncoaspiração.

Nos bastidores, o tema saúde tem ganhado atenção especial, sobretudo diante de novos compromissos médicos previstos para os próximos dias. Na manhã desta quarta-feira, dia 24, por volta das 8h30, cerca de 12 motociclistas da Polícia Militar do Distrito Federal chegaram à Superintendência da Polícia Federal para escoltar o ex-presidente até o hospital. Duas viaturas também foram posicionadas no DF Star, aguardando sua chegada.

Bolsonaro será internado ainda nesta quarta-feira para a realização de exames pré-operatórios. A cirurgia para correção de uma hérnia está programada para a quinta-feira, dia 25, data que coincide com o Natal. O deslocamento e a internação só foram possíveis após autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Desde que foi preso, em 22 de novembro, esta será a primeira vez que o ex-presidente deixará o local onde estava sob custódia.

A decisão judicial também prevê que Bolsonaro possa passar a ceia de Natal no hospital, acompanhado da esposa, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. O pedido partiu da defesa e foi aceito dentro de um esquema considerado discreto pelas autoridades. Conforme determinado, o transporte e a segurança serão realizados pela Polícia Federal, com entrada e saída pelas garagens do hospital, evitando exposição desnecessária.

Apesar da liberação temporária para o tratamento médico, Bolsonaro permanecerá sob custódia durante todo o período de internação. A vigilância será contínua, 24 horas por dia. Pelo menos dois agentes da Polícia Federal ficarão posicionados na porta do quarto, além de equipes distribuídas nas áreas internas e externas do hospital. A orientação é manter o máximo de discrição possível, tanto para preservar a rotina da unidade quanto para garantir a segurança.

A equipe médica estima que o ex-presidente precise ficar internado por ao menos uma semana após o procedimento cirúrgico. Esse período será fundamental para acompanhamento da recuperação e ajustes nos tratamentos já existentes. Pessoas próximas afirmam que, apesar do momento delicado, Bolsonaro tem se mostrado confiante e colaborativo com as recomendações médicas.

O episódio reforça como a saúde do ex-presidente continua sendo acompanhada de perto, não apenas por seus apoiadores, mas também pelas autoridades e pela opinião pública. Em meio a um cenário político ainda tenso, cada passo, cada boletim e cada decisão envolvendo Bolsonaro acabam ganhando repercussão nacional. Agora, a expectativa se volta para o sucesso da cirurgia e para uma recuperação tranquila nos próximos dias.

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