Defesa de Bolsonaro pede a Alexandre de Moraes internação e cirurgia no Natal

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para que ele seja internado nesta quarta-feira (24/12), com o objetivo de realizar exames preparatórios antes de uma cirurgia de remoção de hérnia, prevista para a quinta-feira (25), dia de Natal. O pedido foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, relator do processo em que Bolsonaro se encontra preso, e aguarda análise após manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).
De acordo com os advogados, a internação antecipada é necessária para a realização de avaliações clínicas e exames pré-operatórios exigidos pelos protocolos médicos. O procedimento cirúrgico está programado para ocorrer no Hospital DF Star, em Brasília, unidade de referência em atendimentos de alta complexidade. A defesa sustenta que a cirurgia é indispensável para preservar a saúde do ex-presidente e evitar agravamento do quadro clínico.
O requerimento foi protocolado no âmbito da ação penal que tramita no STF sob a relatoria de Alexandre de Moraes. Conforme o rito adotado pela Corte em casos semelhantes, antes de qualquer decisão do ministro relator, a PGR deve apresentar parecer sobre o pedido no prazo de até 24 horas. Somente após essa manifestação é que Moraes poderá autorizar ou não a internação e a realização do procedimento cirúrgico.
Segundo informações já anexadas ao processo, uma perícia médica concluiu que Jair Bolsonaro apresenta uma hérnia que demanda intervenção cirúrgica. O laudo aponta a necessidade do procedimento para evitar complicações futuras, especialmente diante do histórico de cirurgias abdominais enfrentadas pelo ex-presidente desde o atentado sofrido durante a campanha eleitoral de 2018.
A defesa argumenta ainda que o pedido não tem qualquer relação com tentativa de flexibilização do regime de prisão, mas se limita a assegurar o direito à saúde e ao tratamento médico adequado. Os advogados ressaltam que todas as medidas de segurança poderão ser mantidas durante a internação, conforme determinação do STF e das autoridades responsáveis pela custódia.
Bolsonaro está preso há cerca de 30 dias em regime fechado, enquanto aguarda o andamento dos processos judiciais que tramitam contra ele. Desde a detenção, a equipe jurídica vem apresentando pedidos relacionados às condições de saúde do ex-presidente, alegando que o ambiente prisional não oferece estrutura suficiente para lidar com demandas médicas mais complexas.
Caso o pedido seja autorizado, Bolsonaro deverá ser transferido temporariamente para o hospital, onde permanecerá internado sob escolta, tanto para a realização dos exames preparatórios quanto para a cirurgia marcada para o dia de Natal. Após o procedimento, caberá à equipe médica avaliar o tempo necessário de recuperação e se há necessidade de permanência hospitalar prolongada.
A decisão final ficará a cargo do ministro Alexandre de Moraes, que irá analisar o parecer da PGR e os documentos médicos apresentados. O STF deve definir também as condições específicas para a realização da internação, levando em consideração tanto os aspectos de saúde quanto os critérios de segurança e cumprimento da ordem judicial.



